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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

O PATINHO FEIO E O VALOR DO RESPEITO




Um artigo do Gabriel Chalita para refletirmos sobre o valor do 
respeito ao ser humano. O texto é baseado na história do Patinho Feio.

O Patinho Feio e o valor do respeito

Quem não conhece a história do Patinho Feio? Quem nunca sofreu ou
ao menos se comoveu com sua trajetória de sofrimento apenas por ser considerado feio e estranho aos seus?

A riqueza da história de Hans Christian Andersen reside na capacidade
de nos tocar profundamente, de despertar em nos o sentimento de amor 
ao próximo, de solidariedade e de respeito as diferenças.

Na história, como na vida real, o preconceito de cor, gênero, credo ou 
classe social, prescinde de lógica e de racionalidade para se estabelecer.

Não há alegação plausível, nem por parte dos intolerantes, a capacidade 
de refletir sobre a importância do outro como peça fundamental no jogo 
social. Um jogo que necessita das relações de troca, de amizade e de aprendizado que vem da convivência pacifica entre todos,
independentemente da origem ou da história de cada um.

Seja em casa ou na escola, temos o dever de orientar nossas crianças 
para a aceitação do outro, para a compreensão de que condutas
preconceituosas só colaboram para a degradação das relações e da
sociedade como um todo.

A mensagem de Andersen é clara: a despeito das experiências dolorosas,
temos de continuar acreditando em nós mesmos e também nos outros, 
mesmo que, a princípio, pareçam tão diferentes.

Temos de acordar para o fato de que todos podemos ser como cisnes
belíssimos, prontos para aproveitar a primavera e para viver uma vida
pacifíca e digna. A responsabilidade é nossa.

Diz Gabriel Chalita: Devemos estar conscientes da importância de nosso
papel de amparar, reerguer, reavivar os sentimentos, valores e atitudes
que poderão renovar a confiança em dias melhores. Que essa consciência 
seja uma realidade e um estímulo a vocês, companheiros de jornada, 
colegas de cena neste teatro fabuloso que é a escola da vida.

(Fonte: Revista Profissão Mestre)

HALLOWEEN E DIA DO SACI



Comemorado mundialmente no dia 31 de outubro, véspera do Dia de Todos os Santos, o Halloween teve origem por volta de 600 a.C, com o povo celta. Acreditava-se que nesta data as almas dos falecidos voltavam a terra para visitar seus locais de nascimento. Para isso, eles tomavam a forma humana de pessoas vivas e eram espantados com objetos como caveiras, abóboras e ossos decorados. Por ser uma festa pagã, durante a idade Média, foi condenada na Europa e as pessoas que participavam eram perseguidas pela Inquisição.

Outros historiadores contam que entre o dia 30 de outubro e o dia 02 de novembro, os galeses e os habitantes das ilhas da Grã-Bretanha realizam o festival de Samhaim, cuja tradução literal seria “Fim do Verão”. Desta forma, durante o pôr-do-sol de 31 de outubro e 01 de novembro era celebrado a Hallow Evening, “Noite Sagrada”, em português. Estima-se que o nome Halloween tenha surgido daí.
Outra hipótese apontada é a de que a expressão Halloween tenha sido criada pela Igreja Católica em uma tentativa de extinguir o Festival de Samhain. A ideia dos católicos era instituir o dia 01 de novembro como o Dia de Todos os Santos – All Hallows’Eve, em inglês. Assim sendo, no dia seguinte ao Hallow Evening, os mártires e santos católicos seriam lembrados e, no dia 02 de novembro, os mortos seriam homenageados no Dia de Finados.

MAS AFINAL, POR QUE DIA DAS BRUXAS?

A expressão Dia das Bruxas é fruto da nossa colonização. Os países europeus mais cristãos como Portugal e Espanha foram muito enfáticos em relação à Inquisição e à abominação das festas e rituais pagãos. As pessoas que participavam dessa festa eram tidas pela Igreja como adoradores do demônio e, por isso, consideradas bruxas.
Os Estados Unidos fugiram dessa ideia negativa porque a festa de Halloween foi trazida pelos imigrantes irlandeses durante o século XIX. Nas ilhas da Grã-Bretanha, a Reforma Protestante (contra a Igreja Católica) teve bastante influência e, por isso, ao chegar à América, a festa tinha o sentido macabro, mas não era relacionada a rituais satanistas.

SÍMBOLOS E TRADIÇÕES

Em todas as crenças relacionadas ao Halloween, apenas uma coisa é certa: a festa tem como tema central a morte. Por esse motivo, os principais símbolos estão relacionados a figuras assustadores como fantasmas, bruxas, caveiras, zumbis, gatos negros, monstros e objetos que ganham forma de gente
Nos EUA, a tradição é uma das preferidas das crianças que se vestem com fantasias e pedem doces na vizinhança, com a famosa frase: GOSTOSURAS OU TRAVESSURAS? Contentes, os pequenos terminam o dia com sacos cheios de balas, chocolates e doces.
Aqui em terras brasileiras, a festa não pode ser vista como tradicional. Mas é bastante conhecida por conta de filmes e escolas de idiomas que sempre comemoram a data. Além disso, o nosso país tende a valorizar a cultura norte-americana, infelizmente. Por conta dessa supervalorização, muitas pessoas acreditam que os brasileiros deveriam simplesmente ignorar a data.

O HALLOWEEN BRASILEIRO: DIA DO SACI

Para fazer um paralelo à festa, no Brasil, o dia 31 de outubro ficou conhecido como o Dia do Saci-Pererê. Instituído em 2005, a data homenageia um dos maiores ícones do folclore brasileiro.
A lenda, de origem indígena, conta a história de um menino que anda com uma perna só, usa gorro vermelho e está sempre com cachimbo na boca. Conta-se que o saci perdeu uma de suas pernas dançando capoeira, porém apesar disso, ele é um menino bastante divertido e brincalhão, que adora pregar peças nas pessoas. Assim, atribui-se às travessuras do Saci-Pererê quando algum objeto some, quando a comida queima e outras brincadeiras.
Para capturar o saci, é preciso jogar uma peneira em um redemoinho de vendo, tirar o seu capuz e prendê-lo em uma garrafa. Somente dessa forma o saci se torna obediente. Diz também a lenda que os Sacis nascem em brotos de bambus, onde vivem sete anos e, após esse tempo, vivem mais setenta e sete para atentar a vida dos humanos e animais, depois morrem e viram um cogumelo venenoso ou uma orelha de pau.

FONTE: PNLD MODERNA